Nada a Comemorar no Aniversário de Nove Anos  da Política Nacional de Resíduos Sólidos

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Nada a Comemorar no Aniversário de Nove Anos da Política Nacional de Resíduos Sólidos

Nada a Comemorar no Aniversário de Nove Anos
da Política Nacional de Resíduos Sólidos

Nove anos após a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o Brasil não conseguiu cumprir nenhuma meta para a gestão do lixo. Em alguns aspectos, o País inclusive caminha na direção contrária de diretrizes que levaram duas décadas para serem aprovadas no Congresso Nacional.

 

Nestes nove anos de PNRS as notícias não são favoráveis e mostram descontrole de órgãos fiscalizadores, despreparo de agentes públicos e, infelizmente, o que é pior, ausência de conhecimento e pouco caso para com o meio ambiente pela população.

 

Dados mais recentes apontam que apesar da crise financeira instalada no país nos últimos anos, a geração de resíduos no país aumentou 28% entre 2010 e 2017, a taxa de reciclagem média nacional ficou praticamente estagnada em 3%, o país ainda tem 3 mil lixões a céu aberto, que deveriam ter sido extintos até o final de 2014, e, 9% do lixo

produzido no Brasil nem sequer é coletado pelo sistema de coleta regular, tendo como destino lixões, córregos, rios e oceanos.

 

Os motivos apontados por especialistas para o fracasso da PNRS vão da penúria financeira de prefeituras à falta de articulação entre municípios, estados e a federação.

 

O Índice de Sustentabilidade Urbana (ISLU), elaborado pelo Sindicato Nacional das

Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) e pela consultoria PwC Brasil, mostra uma espécie

de abismo entre o desempenho de cidades que cobram taxas para a gestão do lixo e

aquelas que dependem apenas de orçamento próprio. Quase 80% dos municípios que

têm arrecadação específica para o lixo usam aterros sanitários. Entre as cidades que não

cobram pelo serviço de coleta, só 35% estão em situação regular.

 

Especialistas calculam que o prejuízo financeiro pela falta de reciclagem daquilo que vai para aterros e lixões é calculado entre R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões por ano. São gastos, ainda,

cerca de R$ 5 bilhões com medidas de recuperação ambiental e com tratamentos de saúde por problemas causados pelo descarte irregular de lixo.

 

Há uma enorme desigualdade entre regiões, como mostram dados do ISLU. O uso de

aterros sanitários chega a 88,6% dos municípios pesquisados na região Sul, 56,9% no Sudeste, 18,6% no Centro-Oeste, 12,8% na região Norte e 12,6% em todo o Nordeste.

Fonte: 

Nada a Comemorar no Aniversário de Nove Anos
da Política Nacional de Resíduos Sólidos

Nove anos após a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o Brasil não conseguiu cumprir nenhuma meta para a gestão do lixo. Em alguns aspectos, o País inclusive caminha na direção contrária de diretrizes que levaram duas décadas para serem aprovadas no Congresso Nacional.

 

Nestes nove anos de PNRS as notícias não são favoráveis e mostram descontrole de órgãos fiscalizadores, despreparo de agentes públicos e, infelizmente, o que é pior, ausência de conhecimento e pouco caso para com o meio ambiente pela população.

 

Dados mais recentes apontam que apesar da crise financeira instalada no país nos últimos anos, a geração de resíduos no país aumentou 28% entre 2010 e 2017, a taxa de reciclagem média nacional ficou praticamente estagnada em 3%, o país ainda tem 3 mil lixões a céu aberto, que deveriam ter sido extintos até o final de 2014, e, 9% do lixo

produzido no Brasil nem sequer é coletado pelo sistema de coleta regular, tendo como destino lixões, córregos, rios e oceanos.

 

Os motivos apontados por especialistas para o fracasso da PNRS vão da penúria financeira de prefeituras à falta de articulação entre municípios, estados e a federação.

 

O Índice de Sustentabilidade Urbana (ISLU), elaborado pelo Sindicato Nacional das

Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) e pela consultoria PwC Brasil, mostra uma espécie

de abismo entre o desempenho de cidades que cobram taxas para a gestão do lixo e

aquelas que dependem apenas de orçamento próprio. Quase 80% dos municípios que

têm arrecadação específica para o lixo usam aterros sanitários. Entre as cidades que não

cobram pelo serviço de coleta, só 35% estão em situação regular.

 

Especialistas calculam que o prejuízo financeiro pela falta de reciclagem daquilo que vai para aterros e lixões é calculado entre R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões por ano. São gastos, ainda,

cerca de R$ 5 bilhões com medidas de recuperação ambiental e com tratamentos de saúde por problemas causados pelo descarte irregular de lixo.

 

Há uma enorme desigualdade entre regiões, como mostram dados do ISLU. O uso de

aterros sanitários chega a 88,6% dos municípios pesquisados na região Sul, 56,9% no Sudeste, 18,6% no Centro-Oeste, 12,8% na região Norte e 12,6% em todo o Nordeste.

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